No universo do seguro de automóveis as frotas de veículos representam uma grande oportunidade de negócios para Corretores e Seguradoras, pois em uma única operação é possível obter bons resultados nos volumes de venda que ajudam nas metas de produção anuais. Mas em muitos casos o volume de prêmios alcançados na operação acabam sendo insuficientes para cobrir as diversas ocorrências de sinistro, mesmo que de pouca monta, mas por conta das diversas ocorrências que acabam corroendo a lucratividade da carteira entopem o corretor de trabalho por conta das liquidações dos acidentes.
Outra dificuldade está atrelada a renovação da apólice no final da vigência, quando a ocorrência de sinistro é muito alta as seguradoras costumam declinar do risco ou sobre taxar o mesmo o que leva o Corretor a uma busca insana por novas seguradoras dispostas a assumir tal operação. É muito comum acompanharmos frotas de veículos leves ou pesados que por conta da logística ou até mesmo controle da jornada de trabalho do seu usuário utilizam sistemas de monitoramento, mas que ficam relegados a um segundo plano pois as informações ali obtidas não são aproveitadas de maneira que possam influenciar os custos do seguro e de sua renovação.
Muitos dos riscos avaliados pelas seguradoras estão ligados ao perfil do condutor que utiliza esses veículos, como em uma empresa existe uma gama muito grande de condutores é impossível tal avaliação, dessa forma a seguradora acaba excluindo o perfil do condutor na composição do custo do seguro.
Mas os sistemas de monitoramento tem a capacidade, dentro de um período de tempo, de gerar a informação de perfil de cada condutor e mais: temos ainda a condição de criar uma padronização de comportamento do condutor, esse comportamento pode ser medido diariamente e pode sofrer mudanças todas as vezes que for necessário.
Comprovadamente a informação é a ferramenta que permite medir comportamentos individuais que elevam os riscos de uma atividade, como exemplo simples o controle de velocidade. A implantação de uma politica de controle máximo de velocidade tem impacto direto na ocorrência de acidentes, redução na sinistralidade e uma maior lucratividade para empresa por conta da redução de dias parados do veículo.


Há um grande universo de dados disponíveis nos sistemas de monitoramento que podemos receber remotamente, ao tratar estes dados e refletir sobre eles podemos identificar comportamentos ruins, implementar medidas de correção mesmo que remotas e automatizadas para transformar riscos ruins em riscos aceitáveis e melhorar a forma como utilizamos os ativos. Isso nos leva também a melhorar a qualidade do risco, proporcionando melhor aceitação, como efeito gera mais lucro para os envolvidos na operação.
Mas o estudo e padronização de comportamento em uma empresa demanda investimento e muita força de vontade dos mandatários e ainda uma grande disposição em quebrar com velhos hábitos adquiridos ao longo do tempo.
A SIA nasceu da identificação de uma série de lacunas não preenchidas no mercado de seguros e de monitoramento, onde muita informação disponível não é aproveitada na transformação das atividades de empresas seguradoras, frotistas e outros que de alguma forma utilizam equipamentos de monitoramento.

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12 de setembro de 2019

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12 de setembro de 2019

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